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terça-feira, 3 de novembro de 2026

05 MOTIVOS PARA EMPREENDER NOS ESTADOS UNIDOS







https://www.terra.com.br/economia/meu-negocio/nao-e-so-para-os-grandes-5-motivos-para-empreender-nos-eua,2a2249c55b0200de824e884f5420dcbfxqrldfn1.html

Empreender nos Estados Unidos pode trazer diversas vantagens para empresas brasileiras. Existem inúmeras variantes quando se trata de buscar novos mercados de uma forma geral, mas no caso de empreender fora do seu país, onde você já domina as diversas circunstâncias que podem gerar riscos, altos e baixos, cultura e outros fatores altamente relevantes, imagine essas mesmas características tratando-se de um mercado onde a cultura, os usos e costumes, as necessidades são outras e agregue a isso a forma de negociar, as práticas locais, or termos, as condições de pagamento, os prazos tudo é diferente.

Então antes de qualquer outra questão, é indispensável uma pesquisa de mercado aprofundada, preferencialmente “in loco” , um levantamento de necessidades, de concorrências, de preços e de todos os demais fatores que abranges qualquer negócio. - Conhecer para correr riscos calculados! - Essa é a chave do sucesso!

Ah, e um detalhe importante: Não existe empreendedorismo sem risco!

Um deles por exemplo é a situação política que o Brasil enfrenta hoje. Ainda que uns possam dizer que esta especificamente não tenha precedentes, há que se concordar que o Brasil nunca foi absolutamente estável, seja política , econômica ou comercialmente. Sempre enfrentamos gigantes tarifas (internas e externas), sempre estivemos sujeitos a intemperes políticas e sempre enfrentamos obstáculos enormes, concorrência desleal e muito mais. Hoje esta crise política por que passa o país, pode, na verdade ser mais uma razão para olharmos outros mercados e alçarmos novos voos. As tarifas impostas ao Brasil podem não atingir os produtos que lhe interessam comercializar, os valores podem ainda ser convidativos em função do valor do dólar, enfim, é preciso fazer a devida análise, mas jamais descartar qualquer possibilidade. Todo empreendedor passa por isso.

Assim, partindo-se do presuposto de que todo verdadeiro empreendedor, sabe lidar com risco e oportunidades, abaixo estão cinco motivos estratégicos principais para empreender nos EUA ao menos:


1. Acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo

Os EUA possuem mais de 330 milhões de consumidores com alto poder de compra. Essa de cara já é uma das maiores diferenças entre o Brasil e os EUA. Não o número de habitantes, mas o fato de que todos os residentes nos EUA são potenciais consumidores, de grande ou de maior potencial, estas são as variantes. Enquanmto o mercado brasileiro conta com 220 milhões de habitantes, porém um nímero bastante reduzido deste montante é verdadeiramente “consumidor potencial”, Qualquer pessoa nos EUA tem poder de compra, o dinheiro tem poder de compra e o trabalho, qualkquer trabalho gera dinheiro, portanto todos podem ter de tudo. Obviamente existem níveis sociais e econômicos, mas de forma geral, você consegue se planejar e comprar qualquer coisa que queira. Então estar presente nesse mercado significa:

  • Maior potencial de vendas e crescimento

– as vezes possibilidade além de sua condição de produção!

  • Validação internacional da marca

– agregando valor ao seu produto em comparação com outros concorrentes.

  • Proximidade com grandes centros de inovação e consumo

- facilitando a adaptabilidade de seu produto e a criação de novas variantes.


2. Ambiente de negócios estável e favorável

Aqui não há como não mencionar a política como um fator complicador no caso do Brasil. Nos Estados Unidos, ainda que existam direita e esquerda, e que a alternância no poder seja uma constante entre Democratas e Republicanos, as instituições são fortes. O país é capitalista e adepto ao livre mercado de forma imutável. A alternância de poder, ainda que cá e lá ditem regras e facilitem o mercado para um ou para outro lado, mas elas não causam rupturas macro econômicas, que descredibilizem o mercado americano, ou mesmo alterem a máxima de que os EUA é uma terra de oportunidades.

Os Estados Unidos oferecem:

  • Segurança jurídica e proteção à propriedade intelectual

- vencedor no múmero de patentes, iniciativas criativas, a van-guarda do mundo.

  • Leis empresariais claras e estáveis

- além de claras e estáveis, simples, desburocratizadas, que ajudam o indivíduo a empreender e criar.

  • Incentivos estaduais e municipais para atrair empresas estrangeiras

- cada Estado tem sua própria política de preços, taxação, cobrança, e elas variam conforme a necessidade ou interesse daquele Estado em buscar investidores ou manter sua situação de mercado e principalmente social de acordo com as características de sua população.


3. Facilidade para abrir e operar uma empresa

De novo falamos no incentivo ao empreendedorismo. No geral, nos EUA não existe “objeto social da empresa”, cama pessoa jurídica pode negociar, comprar, vender, produzir , de acordo com a visão de seu proprietário, a qualquer tempo. Lógico que existem exceçôes de ordem técnica e pela segurança envolvida em certos negócios que licenças diferenciadas serão necessárias. Mas a legislação é tanto facilitada para abertura quanto para o fechamento de empresas, o que mantém o mercado ativo a e dá asas à criatividade e à iniciativa.

O processo de abertura de empresas é rápido, eficiente e com baixa burocracia:

  • Pode-se abrir uma LLC em poucos dias

- na verdade as vezes horas...

  • Sistema tributário compreensível com o suporte de contadores experientes

- variando de Estado a Estado com maiores facilidades em uns e menores em outros.

  • Amplo acesso a serviços bancários, financiamento e crédito empresarial

- você precisa “ter crédito”, mas não como somente os ricos tem c´redito junto as instituições financeiras no Brasil, não! Nos EUA todos montam seu crédito num sistema de pontos que vão facilitar ou dificultar na aquisição de empréstimos e dos juros que você vai pagar.


4. Internacionalização da marca e credibilidade global

É um fato inegável. Ainda que a facilidade de abertura de novos negócios seja uma realidade, o fisco está presente, e muito! Portanto dá-se credibilidade a empresa que possui filial ou representação na America. Vender, negociar a partir dos EUA, é muito mais fácil do que apresentar sua empresa a partir da Bolivia, do Paraguay, ou mesmo do Brasil.

Ter uma filial ou operação nos EUA pode elevar a percepção de valor da empresa brasileira:

  • Gera confiança a investidores e parceiros globais

- se a empresa é brasileiro mas negocia a partir dos EUA, isso automaticamente significa que ela teve condições de internacionalizar seu produto por si só.

  • Facilita exportações e negociações com outros países

- as condições de frete, frequência de embarques, documentação aduaneira tudo é voltado para fazer o negócio acontecer.

  • Pode servir de ponte para outros mercados internacionais

- mesmo mantendo a produção central no Brasil, ainda que vá embarcar seu produto saindo do Brasil, direto para outro país, que seja até na própria América do Sul, a negociação será facilitada se for feita a partir dos EUA. Sou prova inconteste disso.


5. Diversificação de riscos e proteção cambial

Como dsisse antes, empreender sempre será uma ação de risco. O importante é que seus riscos sejam calculados. Já tendo o mercado brasileiro nas mãos, ou conhecendo seu produto, seu serviço e como ele se comporta no mercado brasileiro, buscar novas fronteiras só  pode trazer novas perspectivas. Já dis  o ditado: “Você não vai chagear a lugar algum diferente de onde está, fazendo a mesma coisa que vem fazendo desde sempre!”

Operar em outra economia permite:

  • Reduzir a exposição a instabilidades políticas e econômicas do Brasil

- quando está ruim aqui, tirando-se crises mundiais, haverá de setar melhor em algum outro lugar.

  • Ganhar em moeda forte (dólar), protegendo-se da desvalorização do real

- principalmente quando o mercado está para exportação, ou seja, enquanto o dólar estiver forte, nosso produto brasileiro tem preço nos EUA.

  • Manter ativos em território mais estável.

- ativos que necessariamente não correrão risco não calculados, como bloqueio de poupança, impostos abusivos, confisco de imóveis, taxação dobrada.


E finalmente, abandonar a crença completamente irreal de que somente os grandes podem buscar novos mercados. Os grandes podem sim, e ficam ainda maiores. Mas os pequenos podem e acabam por deixar de ser pequenos!

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

10 Desafios na Gestão do Terceiro Setor

  








https://niddedigital.com/10-desafios-na-gestao-do-terceiro-setor-segundo-especialista/

A gestão do Terceiro Setor, composto por organizações não governamentais (ONGs), fundações, associações e outras entidades sem fins lucrativos, apresenta uma série de desafios que precisam ser enfrentados para garantir sua eficácia e sustentabilidade. Para falar mais sobre o tema, o especialista em Gestão e Empreendedorismo com mais de 15 anos de experiência no Terceiro Setor, Ewerson Steigleder, listou 10 dos principais pontos de dificuldade enfrentados por essas organizações. Confira:

  1. Captação de recursos: A busca por financiamento é um dos maiores desafios. Muitas organizações dependem de doações, subsídios e patrocínios, que podem ser instáveis e competitivos. A diversificação das fontes de receita é essencial, mas muitas vezes difícil de implementar. Por esta razão a conquista e manutenção de parceirias sólidas e duráveis é uma estratégia bem-vinda e altamente recomendável.
  2. Gestão financeira: A transparência e a responsabilidade financeira são cruciais, mas muitas organizações enfrentam dificuldades para manter registros contábeis adequados, elaborar orçamentos realistas e garantir a prestação de contas aos financiadores é essencial. Como normalmente as ONGs trabalham com grandes grupos de comando, como Assembleias Deliberativas e Conselhos de Administração que representam muitos membros, a transparência, lizura e clareza nas prestações de contas é fator fundamental, dentro de um ambiente de gestão responsável.
  3. Planejamento estratégico: A falta de um planejamento estratégico claro pode levar a uma execução ineficaz das atividades. Muitas organizações carecem de uma visão de longo prazo e de metas bem definidas, o que dificulta a medição do impacto social. Assim a gestão profissional é um fator indispensável, a fim de que o gestor seja cumpridor de planos e projetos que chamamos de Business Plan.
  4. Capacitação e formação de equipes: A formação e a retenção de pessoal qualificado podem ser desafiadoras. Muitos profissionais do terceiro setor trabalham com baixos salários e sobrecarga de responsabilidades, afetando a qualidade do trabalho realizado. Esse é um desafio constante, visto que em grande parte as entidades do Terceiro Setor não dispõem de grandes caixas. Por outro lado, muitas vezes seus gestores têm vínculos afetivos com a entidade e acabam realizando trabalhos vitais com salários abaixo do mercado.
  5. Governança e gestão: A estrutura de governança pode ser um obstáculo, especialmente em organizações com baixa formalização. A falta de uma gestão eficaz pode resultar em conflitos de interesse, falta de transparência e má tomada de decisões. Normalmente as diretorias são passageiras, com mandatos finitos, o que exige do gestor um alto nível de tolerância e adaptação a novas métricas, gerando desgastes justamente por este alto nível de adaptabilidade a novas realidades.
  6. Avaliação de impacto: Medir o impacto das atividades é essencial para a legitimidade das organizações, mas muitas vezes esse ponto é negligenciado. A falta de metodologias adequadas e recursos pode dificultar a avaliação. Isso acontece normalmente em função da falta de profissionalismo dos gestores por conveniência. – Ah, vamos contratar fulano porque o custo é menor! Mas os resultados também serão.
  7. Relacionamento com stakeholders: A construção de parcerias e redes de colaboração pode ser um desafio, especialmente em um ambiente onde a busca por recursos é intensa. A capacidade de engajar voluntários, doadores e a comunidade é crucial. Aqui entramos no circuito do chamado “networking”. Possuir uma boa rede de contatos e um alto nível de relacionamento nos diversos setores da sociedade pode ser um grande diferencial. Muitas vezes determinante.
  8. Mudanças legais e regulatórias: O terceiro setor está sujeito a uma série de leis e regulamentos que estão em constante mudança. A adaptação a novas legislações pode ser complexa e consumir tempo e recursos valiosos. Este ponto independe da vontade do gestor, por isso o conhecimento da documentação pertinente, da legislação atualizada e a habilidade de adaptação, novamente, são fatores fundamentais para uma gestão eficaz.
  9. Sustentabilidade a longo prazo: Garantir a continuidade das atividades e a sustentabilidade das organizações é um desafio contínuo, exigindo inovação e adaptação às necessidades da sociedade. Novamente vemos a dificuldade na troca de governança constante. Novos projetos e novas ideis sempre farão parte das características de cada grupo de comando, e fazem parte da gestão no Terceiro Setor; porém a necessidade da manutenção de projetos a longo prazo, acordos realizados no passado, mas ainda em vigor, é crucial para a credibilidade na instituição.
  10. Comunicação e visibilidade: A dificuldade em comunicar o trabalho realizado e os resultados obtidos pode limitar a captação de recursos e o engajamento da comunidade. A criação de uma identidade de marca sólida e a presença nas mídias sociais são cada vez mais importantes.

Em resumo, a gestão do terceiro setor enfrenta diversos desafios que requerem habilidades específicas, inovação, e um compromisso contínuo com a transparência e a eficácia. “Organizações que conseguem navegar por esses obstáculos não apenas sobrevivem, mas prosperam, contribuindo de forma significativa para o bem-estar social.”, conclui Steigleder.