https://www.terra.com.br/economia/meu-negocio/nao-e-so-para-os-grandes-5-motivos-para-empreender-nos-eua,2a2249c55b0200de824e884f5420dcbfxqrldfn1.html
Empreender nos Estados Unidos pode trazer diversas vantagens para empresas brasileiras. Existem inúmeras variantes quando se trata de buscar novos mercados de uma forma geral, mas no caso de empreender fora do seu país, onde você já domina as diversas circunstâncias que podem gerar riscos, altos e baixos, cultura e outros fatores altamente relevantes, imagine essas mesmas características tratando-se de um mercado onde a cultura, os usos e costumes, as necessidades são outras e agregue a isso a forma de negociar, as práticas locais, or termos, as condições de pagamento, os prazos tudo é diferente.
Então antes
de qualquer outra questão, é indispensável uma pesquisa de mercado aprofundada,
preferencialmente “in loco” , um levantamento de necessidades, de
concorrências, de preços e de todos os demais fatores que abranges qualquer
negócio. - Conhecer para correr riscos calculados! - Essa é a chave do sucesso!
Ah, e um
detalhe importante: Não existe empreendedorismo sem risco!
Um deles
por exemplo é a situação política que o Brasil enfrenta hoje. Ainda que uns
possam dizer que esta especificamente não tenha precedentes, há que se
concordar que o Brasil nunca foi absolutamente estável, seja política ,
econômica ou comercialmente. Sempre enfrentamos gigantes tarifas (internas e
externas), sempre estivemos sujeitos a intemperes políticas e sempre
enfrentamos obstáculos enormes, concorrência desleal e muito mais. Hoje esta crise
política por que passa o país, pode, na verdade ser mais uma razão para
olharmos outros mercados e alçarmos novos voos. As tarifas impostas ao Brasil
podem não atingir os produtos que lhe interessam comercializar, os valores
podem ainda ser convidativos em função do valor do dólar, enfim, é preciso
fazer a devida análise, mas jamais descartar qualquer possibilidade. Todo
empreendedor passa por isso.
Assim,
partindo-se do presuposto de que todo verdadeiro empreendedor, sabe lidar com
risco e oportunidades, abaixo estão cinco motivos estratégicos principais para
empreender nos EUA ao menos:
1.
Acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo
Os EUA
possuem mais de 330 milhões de consumidores com alto poder de compra. Essa de
cara já é uma das maiores diferenças entre o Brasil e os EUA. Não o número de
habitantes, mas o fato de que todos os residentes nos EUA são potenciais consumidores,
de grande ou de maior potencial, estas são as variantes. Enquanmto o mercado
brasileiro conta com 220 milhões de habitantes, porém um nímero bastante
reduzido deste montante é verdadeiramente “consumidor potencial”, Qualquer
pessoa nos EUA tem poder de compra, o dinheiro tem poder de compra e o
trabalho, qualkquer trabalho gera dinheiro, portanto todos podem ter de tudo.
Obviamente existem níveis sociais e econômicos, mas de forma geral, você
consegue se planejar e comprar qualquer coisa que queira. Então estar presente
nesse mercado significa:
- Maior potencial de vendas e
crescimento
– as vezes possibilidade além de sua condição
de produção!
- Validação internacional da
marca
– agregando valor ao seu produto em comparação
com outros concorrentes.
- Proximidade com grandes centros
de inovação e consumo
- facilitando a adaptabilidade de seu produto e
a criação de novas variantes.
2.
Ambiente de negócios estável e favorável
Aqui não há
como não mencionar a política como um fator complicador no caso do Brasil. Nos
Estados Unidos, ainda que existam direita e esquerda, e que a alternância no
poder seja uma constante entre Democratas e Republicanos, as instituições são
fortes. O país é capitalista e adepto ao livre mercado de forma imutável. A
alternância de poder, ainda que cá e lá ditem regras e facilitem o mercado para
um ou para outro lado, mas elas não causam rupturas macro econômicas, que
descredibilizem o mercado americano, ou mesmo alterem a máxima de que os EUA é uma
terra de oportunidades.
Os Estados
Unidos oferecem:
- Segurança jurídica e proteção à
propriedade intelectual
- vencedor no múmero de patentes, iniciativas
criativas, a van-guarda do mundo.
- Leis empresariais claras e
estáveis
- além de claras e estáveis, simples,
desburocratizadas, que ajudam o indivíduo a empreender e criar.
- Incentivos estaduais e
municipais para atrair empresas estrangeiras
- cada Estado tem sua própria política de
preços, taxação, cobrança, e elas variam conforme a necessidade ou interesse
daquele Estado em buscar investidores ou manter sua situação de mercado e
principalmente social de acordo com as características de sua população.
3.
Facilidade para abrir e operar uma empresa
De novo
falamos no incentivo ao empreendedorismo. No geral, nos EUA não existe “objeto
social da empresa”, cama pessoa jurídica pode negociar, comprar, vender,
produzir , de acordo com a visão de seu proprietário, a qualquer tempo. Lógico
que existem exceçôes de ordem técnica e pela segurança envolvida em certos
negócios que licenças diferenciadas serão necessárias. Mas a legislação é tanto
facilitada para abertura quanto para o fechamento de empresas, o que mantém o
mercado ativo a e dá asas à criatividade e à iniciativa.
O processo
de abertura de empresas é rápido, eficiente e com baixa burocracia:
- Pode-se abrir uma LLC em poucos
dias
- na verdade as vezes horas...
- Sistema tributário
compreensível com o suporte de contadores experientes
- variando de Estado a Estado com maiores
facilidades em uns e menores em outros.
- Amplo acesso a serviços
bancários, financiamento e crédito empresarial
- você precisa “ter crédito”, mas não como
somente os ricos tem c´redito junto as instituições financeiras no Brasil, não!
Nos EUA todos montam seu crédito num sistema de pontos que vão facilitar ou
dificultar na aquisição de empréstimos e dos juros que você vai pagar.
4.
Internacionalização da marca e credibilidade global
É um fato
inegável. Ainda que a facilidade de abertura de novos negócios seja uma
realidade, o fisco está presente, e muito! Portanto dá-se credibilidade a
empresa que possui filial ou representação na America. Vender, negociar a
partir dos EUA, é muito mais fácil do que apresentar sua empresa a partir da
Bolivia, do Paraguay, ou mesmo do Brasil.
Ter uma
filial ou operação nos EUA pode elevar a percepção de valor da empresa
brasileira:
- Gera confiança a investidores e
parceiros globais
- se a empresa é brasileiro mas negocia a
partir dos EUA, isso automaticamente significa que ela teve condições de
internacionalizar seu produto por si só.
- Facilita exportações e
negociações com outros países
- as condições de frete, frequência de
embarques, documentação aduaneira tudo é voltado para fazer o negócio
acontecer.
- Pode servir de ponte para
outros mercados internacionais
- mesmo mantendo a produção central no Brasil,
ainda que vá embarcar seu produto saindo do Brasil, direto para outro país, que
seja até na própria América do Sul, a negociação será facilitada se for feita a
partir dos EUA. Sou prova inconteste disso.
5.
Diversificação de riscos e proteção cambial
Como dsisse
antes, empreender sempre será uma ação de risco. O importante é que seus riscos
sejam calculados. Já tendo o mercado brasileiro nas mãos, ou conhecendo seu
produto, seu serviço e como ele se comporta no mercado brasileiro, buscar novas
fronteiras só pode trazer novas
perspectivas. Já dis o ditado: “Você não
vai chagear a lugar algum diferente de onde está, fazendo a mesma coisa que vem
fazendo desde sempre!”
Operar em
outra economia permite:
- Reduzir a exposição a
instabilidades políticas e econômicas do Brasil
- quando está ruim aqui, tirando-se crises
mundiais, haverá de setar melhor em algum outro lugar.
- Ganhar em moeda forte (dólar),
protegendo-se da desvalorização do real
- principalmente quando o mercado está para
exportação, ou seja, enquanto o dólar estiver forte, nosso produto brasileiro
tem preço nos EUA.
- Manter ativos em território
mais estável.
- ativos que necessariamente não correrão risco
não calculados, como bloqueio de poupança, impostos abusivos, confisco de
imóveis, taxação dobrada.
E
finalmente, abandonar a crença completamente irreal de que somente os grandes
podem buscar novos mercados. Os grandes podem sim, e ficam ainda maiores. Mas
os pequenos podem e acabam por deixar de ser pequenos!


