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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

PRECONCEITO OU OPÇÃO?



PRECONCEITO OU OPÇÃO?

TEMA CENTRAL DO ARTIGO: Dias atrás um amigo postou em um dos grupos de Whatsapp em que faço parte uma imagem o rosto de um rapaz coberto de tatuagens, alargadores, piercens, corte do cabelo sem formatação, todo pintado, até desfigurado e onde dizia assim: "Não consigo emprego, culpa do Bolsonaro". O tema aqui não gira em torno do fato de que a referida figura estava ironizando a culpabilidade do Presidente, mas nossa discussão lá no grupo foi relativa a uma criatura usufruir de seu corpo de tal maneira e em função disso conseguir emprego ou não. Seria isso preconceito ou opção por parte dos eventuais empregadores? E aí, obviamente, o pau pegou!

Entrei na questão dizendo que talvez esse indivíduo seja um brilhante cientista,  um inteligentíssimo advogado, sei lá... pode ser. Mas eu, jamais o contrataria !! E não tenho nenhum "pré conceito" sobre a intelectualidade ou o caráter dele... Apenas acho errado que alguém faça o estrago que ele fez irrevogavelmente ao seu próprio corpo, o que foi opção dele, ele tem esse direito, então que arque com as consequências dos eu seus atos.  Simples assim!

Mas eu não conviveria com alguém assim ao meu lado e, podendo, não  faria conviver a meus colaboradores, amigos e muito menos familiares...

Eu não disse q ele é inapto, mas sim que eu não queria ele no meu circuito. É meu direito, como é o dele se pintar daquela forma!! Mas eu posso sofrer a consequência de perder um bom funcionário e ele tem que sofrer a dele, seja ela qual for. Meus amigos escolho eu!

Não gosto de tatoos, mas acho que as pessoas podem fazer, é direito de qualquer um, eu também posso... e até penso em fazer, mas daí a obrigar alguém conviver comigo quando eu fiz isso a meu corpo dessa forma podendo causar até repugnância ao outro, também é direito de cada um de se afastar. SE ME ACHAREM PRECONCEITUOSO POR ISSO, OK, é direito de cada um. Tudo certo. Mas eu ter que conviver com uma pessoa que me agride a visão por um ato deliberado a seu próprio ser? Jamais.

Não defendo que ele sofra, nem morra, nem mesmo que não arrume emprego, quero é que seja feliz e repito que é direito da pessoa fazê-lo. Mas a atitude dele, por vontade própria, me é suficiente para não o contratar! Assim como eu não contrataria um fundamentalista religioso, não pela religião, mas por ser fundamentalista! Não contrataria um ativista político inveterado, não pela posição política, más por ser ativista aos extremos. Não contrataria nem mesmo um machista, ou uma feminista atuante em grupos dessa ordem, não pelo que acreditam, mas pela postura no trabalho.

É indiscutível, é nem foi dito nada diferente do fato de que o sujeito em questão, deve ser respeitado nos seus direitos, ele é um cidadão como qualquer outro, um ser humano,  um ser vivente e uma alma encarnada que veio a este mundo para expiar suas faltas passadas e ser posto à prova para progredir, como qualquer um de nós. Mas daí a dizer que cada um de nós não tem o direito de escolher suas companhias não é verdade. Cada ato praticado por cada um de nós será cobrado um dia: "a cada um segundo suas obras". Eu pago o preço por ser franco e dizer o que penso, existem pessoas que não querem relacionar-se comigo por isso... É justo! É o mesmo que se eu fosse todo pintado de amarelo e dependurasse uma latrina no pescoço, pagaria por isso!

Preconceito ou opção?

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